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Missão

Apoiar a geração e a disseminação de conhecimentos e habilidades
necessárias ao gerenciamento de usos múltiplos de
recursos hídricos para o desenvolvimento sustentável.

Objetivos Permanentes

  • Apoiar o fortalecimento de instituições e empresas para que desenvolvam soluções de problemas de Recursos Hídricos.

  • Projetar dispositivos para detectar ocorrência de flagelos e disparar alerta e ações contingenciais.

  • Identificar procedimentos inadequados e propor alterações nas normas técnicas e nas práticas de regulação e fiscalização.

  • Desenvolver produtos e processos para projetar Bases de Conhecimento visando à sinergia e à geração de conhecimentos e intercâmbio global.

  • Identificar fontes e promover a captação de recursos a serem aplicados em investimentos de risco para a modernização do Gerenciamento de Recursos Hídricos.

  • Contribuir para a valoração do conteúdo tecnológico da pesquisa científica, identificando ativos e empresas para incorporar, comercialmente, o ciclo tecnológico ao ciclo produtivo.

  • Desenvolver e explorar abordagens integradoras e a operação preditiva para o gerenciamento do uso múltiplo de Recursos Hídricos sob impacto da atividade humana.

  • Disseminar e desenvolver iniciativas derivadas do entendimento de água como commodity.

Viabilidade e Plano de Negócios

Sumário Executivo

    1. Introdução

    A reforma do aparelho do Estado, promovendo o desenvolvimento do terceiro setor, e a identificação de “ilhas” de conhecimento no setor de Recursos Hídricos estimulou a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) do Ministério do Meio Ambiente a promover a criação de uma entidade “não chapa-branca” que auxilie a implementação de sistemas holísticos de gestão dos recursos hídricos. Nasceu, assim a mais de dois anos, a idéia de criação do Centro de Estudos Avançados em Recursos Hídricos, CEA-RH.

    2. A Missão

    O CEA-RH terá por missão apoiar a geração e a disseminação de conhecimentos e habilidades necessários ao gerenciamento de usos múltiplos de recursos hídricos para o desenvolvimento sustentável.

    A estratégia de negócio do CEA-RH vislumbra acelerar o desenvolvimento de atividades de geração de conhecimentos e tecnologias, como o gerenciamento de recursos hídricos incluindo intensamente utilização de imagens georeferenciadas por satélites de alta resolução e precisão.

    Depois de análises de outras hipóteses concluiu-se que a melhor formatação jurídica para o CEA-RH é a de uma OSCIP.

    3. O Mercado

    Levantamentos efetuados por outras consultorias e depositados na SRH fornecem dados relativos a investimentos necessários a serem realizados em diversas áreas de recursos hídricos, nos próximos anos. Assim, estão quantificados os investimentos em Saneamento Básico (US$ 45 bilhões nos próximos 15 anos), Irrigação e Drenagem US$ 1.5 bilhões por ano) e Geração de Energia Elétrica (US$ 4 bilhões por ano). Incluindo investimentos, com valor estimado de US$ 15 bilhões nos próximos 10 anos, em Outros Usos (navegação, pesca, turismo, lazer, etc.), os dados normalizados montam a US$ 100 bilhões de investimentos (R$250 bilhões).

    É padrão fixar-se em 2% dos investimentos o parâmetro de valor despendido em estudos e projetos. Desta forma, é razoável inferir que o mercado potencial de parcerias a serem realizadas com o CEA-RH pode chegar nos próximos 10 anos a R$ 1 bilhão (cenário otimista), R$750 milhões (cenário realista), ou R$500 milhões (cenário pessimista) admitindo fatias de mercado conquistáveis de 20%, 15% ou 10%, respectivamente. Para as respectivas “market shares”, admitindo-se receitas como taxa média de administração de projetos do CEA-RH em 15%, chega-se a R$150, R$112.5 e R$75 milhões, em dez anos, respectivamente.

    Confirmações por fontes alternativas identificaram 5882 compradores e 15 mil fornecedores no segmento de conhecimentos e tecnologias. Destas 20882 organizações, apenas 2699 dispõem de facilidades de comunicações via protocolo Internet, utilizado como indicador de segregação por nível de sofisticação da governança empresarial e de capacidade econômica. Destas, mais de 90% (2450) estão concentradas na região sudeste. A avaliação de mercado anteriormente citada se confirmou ao se constatar que apenas 1% da região sudeste constitui um mercado potencial em aquisições de conhecimentos e tecnologias que representa R$11.7 milhões ano. Esta cifra deve ser comparada com os R$112.5/10=R$11.2 milhões de receita média anual do cenário realista.

    4. O Plano Financeiro

    Efetuada a modelagem financeira do CEA-RH  com base nas oportunidades do setor científico-tecnológico e institucional e consolidada com o crescimento do terceiro setor  em decorrência da Reforma do Aparelho do Estado, ficou demonstrado que, mesmo em um cenário pessimista, onde a instituição capturaria 10% do mercado, o valor presente (descontado a 12%) das reservas patrimoniais geradas pela administração e gerenciamento de parcerias efetivadas, pode chegar a R$ 2,3 milhões. No cenário realista (15% de fatia de mercado), o valor presente pode chegar a  R$ 8 milhões e no cenário otimista (20% do mercado), pode-se chegar a R$ 13,4 milhões. Os desempenhos sumarizados para cada cenário são mostrados a seguir:

Valores monetários em milhões de reais

Pessimista

Realista

Otimista

Reserva Acumulada até o ano 2012

5.6

17.9

29.6

Ano que Reserva Anual é positiva pela primeira vez

2008

2005

2005

VP Reservas Anuais Descontado a 12%

2.3

8.0

13.4

Valor mínimo do Fluxo de Caixa Acumulado

-2.0

-1.1

-0.9


    A necessidade de recursos financeiros para lançamento e desenvolvimento da organização dependerá do cenário escolhido. De qualquer forma, a estratégia  adotada permite a tomada de empréstimos, sendo todos pagos ao longo de 10 anos.

    As figuras abaixo mostram o comportamento do fluxo de caixa e seu fechamento com a tomada de aporte de recursos (quando o fluxo é negativo) e com a amortização de empréstimos seguida da formação de reservas (quando o fluxo é positivo). Observe-se que o fluxo de caixa é negativo (em R$ 1.1 milhões) apenas no ano inicial.

    5. Estrutura Organizacional

    A administração estratégica do CEA-RH será estruturada em Conselhos. O nível mais alto é a Assembléia Geral à qual se subordina o Conselho Diretor, assessorado por um Conselho Fiscal e por um Conselho Consultivo.

    No nível executivo, a organização é conduzida por um Diretor Geral, eventualmente auxiliado por uma Gerência de Assuntos Legais e por 3 diretores: a Diretoria de Articulação e Captação, a Diretoria de Administração e Finanças e a Diretoria de Ciência e Tecnologia.  A Diretoria de Articulação e Captação exercerá as funções de contacto pré e pós interação com os clientes e parceiros e a Diretoria de Ciência e Tecnologia cuidará da execução dos Contratos de Parcerias. A Diretoria de Administração e Finanças será responsável pelas atividades meio da organização. As sub-funções em que estão organizadas são mostradas o diagrama abaixo:

 

    Aplicando o critério for de importância econômica, o CEA-RH deverá ter sua sede em São Paulo, junto à USP ou UNICAMP, e contará com regionais que serão implementadas, de acordo com o cenário realista, conforme definido na tabela abaixo:

Localização da Regional

Ano de Implantação

Localização da Regional

Ano de Implantação

Brasília

2003

B. Horizonte

2007

 

Boulder

2004

Curitiba

2008

 

Porto Alegre

2005

Fortaleza

2009

 

Rio de Janeiro

2006

Campo Grande

2010

 

    A sede em São Paulo é justificada pelo mercado de parcerias, altamente concentrado no sudeste. A regional Brasília será criada em no mesmo ano que a sede devido à importância do centro de decisões nacional no empreendimento. Boulder, no Colorado, USA, por ser um centro internacional de conhecimentos e de uso avançado de sistemas de informações; está previsto contar com recurso para implantação e manutenção de aproximadamente 80 mil dólares, apenas no primeiro ano; a partir daí, este escritório internacional deverá gerar receita para, pelo menos, cobrir seus custos operacionais. As demais têm razões conhecidas de instalação: Porto Alegre estará junto ao IPH da UFRGS; Belo Horizonte é a “caixa d’água” do sudeste e do VSF; o Rio tem na Ilha do Fundão um centro de pesquisa de excelência junto à COOPE e na FGV e o CEPEL; justificativa idêntica aplica-se para Curitiba; Fortaleza, no semi-árido, esta sendo a “menina dos olhos” do Banco Mundial, e Campo Grande devido à importância do Pantanal Mato-grossense.

    6. Recursos Humanos

    O CEA-RH deverá destacar-se por seu quadro funcional. O CEA-RH deverá destacar-se por seu quadro funcional. Haverá apenas dois tipos de profissionais no corpo permanente da instituição: o Técnico Sênior com doutorado e 15 anos de experiência profissional, e o Técnico Pleno com mestrado e pelo menos 5 anos de experiência profissional. Todos deverão dominar o inglês e outra língua não nativa.

   Os Gerentes em dedicação integral ao CEA pertencerão ao quadro permanente.

Todas as demais categorias funcionais (secretárias, desenhistas, auxiliares de serviço, seguranças, pessoal de limpeza) serão contratados via empresas de “outsourcing”.

A remuneração do técnico sênior é referência salarial. De acordo com pesquisa junto a Uniway e Catho, em Brasíla, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, o nível salarial de um profissional, como definido, está em R$ 5 mil para o técnico sênior. O técnico pleno terá salário 70% do salário de referência, isto é, R$ 3,5 mil  mensais. O Gerente receberá 15% a mais do salário de referência e o diretor 25%.

 Todo o quadro permanente será contratado sob a CLT, com uma remuneração fixa segundo exposto acima, acrescida, eventualmente, de uma parte variável e dependente da ocorrência de superavit e de decisão específica do Conselho Diretor. Os diretores terão mandatos e contrato como profissionais, sem vínculo trabalhista, e com direitos assemelhados.

Aprovada a remuneração complementar, ela será implementada com uma alocação proporcional por mérito, obedecendo os critérios de variação definidos para os diversos profissionais.

O efeito da remuneração complementar sobre a remuneração base pode ser visto na figura ao lado.

A idéia é que se construa um plano de motivação do pessoal e de alocação de ganhos por mérito, calculados de acordo com tipos de sistemas padronizados, como o sistema Scanlon ou o sistema Rucker, com base no valor adicionado.

    7. Análise de Sensibilidade

    Deve-se destacar que amostragem do simulador financeiro, base para elaboração do plano de negócios do CEA-RH, é baseada em parâmetros, cujo comportamento real será aferido a posteriori. Assim, não se pode afirmar agora qual será o comportamento de variáveis aleatórias como, por exemplo, o prazo médio de dias para recebimento ou para pagamento. Tampouco, a taxa de juros que, reduzida em média, espera-se, por recursos a baixo custo oriundos de entidades multilaterais, tem seu custo fixado por leis do mercado. Uma análise de sensibilidade ajudará a antever o possível impacto de flutuações combinadas de certos parâmetros, agora assumido como pressupostos.

    Adiante são fornecidas algumas tabelas de dupla entrada mostrando o impacto no valor presente descontado à taxa de 12% aa, tomada como medida de desempenho, de variáveis como as acima mencionadas. O cenário incumbente é o realista.

Despesas Pré-operacionais (R$ mil)

VP(12%)

750

1000

1500

2000

Taxa

10%

17.93

17.93

17.93

17.93

de

12%

17.91

17.91

17.92

17.92

Juros

15%

17.90

17.90

17.90

17.90

de

18%

17.88

17.88

17.88

17.88

Captação

20%

17.86

17.86

17.87

17.87

    A tabela acima mostra que o desempenho do projeto é invariante tanto no que diz respeito à taxa de juros quanto no que tange a despesas pré-operacionais, que refletem os gastos realizados com os estudos para a elaboração do projeto CEA-RH.

Remuneração Variável como % do Superávit

VP(12%)

15%

20%

25%

30%

Salário

4.5

24.1

22.6

21.0

19.4

mensal

5.0

20.7

19.3

17.9

16.5

Técnico

5.5

17.2

16.0

14.8

13.6

Senior

6.0

13.7

12.7

11.7

10.7

R$ mil

6.5

10.0

9.2

8.4

7.6

    Na segunda tabela (acima) mostra-se o impacto, no desempenho do projeto, quando se praticam diferentes níveis salariais combinados com diferentes níveis de remuneração complementar como porcentagem do superávit.

Prazo Médio em Dias para Pagar

VP(12%)

60

45

30

15

Prazo

90

16.6

16.2

15.8

15.4

Médio

60

18.1

17.6

17.2

16.8

em dias

45

18.8

18.3

17.9

17.5

para

30

19.5

19.0

18.6

18.2

Receber

15

20.1

19.7

19.3

18.9

    Por fim, a terceira tabela (acima) reflete o desempenho do projeto quando se alteram  os prazos médios de contas a pagar e a receber. Observa-se aqui que o gerenciamento financeiro é tarefa das mais importantes pois que uma pequena variação nos prazos acima referidos pode significar resultados bem diferentes na geração de reservas.

    8. Comentário Final

    Este documento é parte do Relatório Final do projeto de criação do CEA-RH. Por se tratar de um Sumário Executivo, muitos detalhes foram omitidos. Tais detalhes estarão disponíveis em documentos que compreendem capítulos específicos do citado Relatório Final.